Como é viver na cidade da Anne Frank - A vida em Amsterdam

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9/22/20253 min read

Olá, viajante!


Se você ainda não conhece a história de Anne Frank, eu quero te convidar a mergulhar nessa jornada. Anne foi uma menina judia que viveu em Amsterdã durante a ocupação nazista. Seu diário, escrito enquanto se escondia com a família no Anexo Secreto, se tornou um dos livros mais importantes do século XX, revelando seus sonhos, medos, descobertas e pequenas alegrias em meio a um mundo tomado pelo medo. Prometo: depois de conhecer essa história, você nunca mais será a mesma pessoa.

Sempre fui uma grande admiradora de história. Lembro-me de ler o diário de Anne Frank pela primeira vez aos 13 anos, completamente fascinada e emocionada com suas palavras, sua coragem e seu olhar de menina sobre um mundo tão complexo e injusto. Por muitos e muitos anos, nunca imaginei que um dia eu iria morar em Amsterdã, caminhar pelas mesmas ruas que ela percorreu e poder ver tudo de perto, incorporando essas memórias à minha rotina diária. Prometo: depois de conhecer essa história, você nunca mais será a mesma pessoa.

Morar em Amsterdã é mais do que conviver com canais, bicicletas e cafés charmosos. É estar em uma cidade que carrega camadas de histórias, algumas leves, outras dolorosas, mas todas profundamente humanas. Para mim, esta cidade também é Anne Frank. Cada passo que dou pelas ruas que ela percorreu, cada esquina e cada casa de tijolos vermelhos, me faz refletir sobre a vida que ela teve, sobre as alegrias simples da infância, as amizades e a escola que frequentou — mesmo em meio a um contexto de medo e incerteza.

Na praça em frente à antiga casa da família Frank, há uma estátua de Anne. Bem em frente, um banco. Sento ali e tento imaginar: ela poderia estar sentada nesse mesmo banco hoje, olhando para o movimento da cidade, sorrindo ou apenas sonhando. Muitas vezes, olho para mulheres idosas passando pelas ruas e penso: “poderia ser ela ainda aqui”. Esse pensamento me conecta à minha própria vida e me lembra de que sou privilegiada por estar viva, por poder caminhar, estudar, viajar e criar. A vida é um bilhete só de ida — não sabemos quanto tempo temos, nem se ele será retirado de nós prematuramente. Cada momento é precioso, e essa consciência transforma a forma como vivemos.

A escola onde ela estudou é colorida e cheia de vida, lembrando que a infância é feita de descobertas, brincadeiras e sonhos. A livraria onde seu pai comprou o diário ainda existe, guardando um símbolo de esperança e memória. E o Anexo, onde ela passou seus últimos anos escondida, permanece silencioso — mas ela não está mais lá. Cada lugar traz uma mistura de saudade, melancolia e reverência, e nos lembra da importância de honrar a memória daqueles que passaram por aqui antes de nós.

Quando gravei meu vlog sobre Anne Frank, senti de perto a intensidade de estar nesses lugares. Mesmo com problemas de áudio e limitações técnicas — afinal, era um dos meus primeiros vídeos — aquele conteúdo se tornou especial. Não é apenas sobre filmar ou registrar: é sobre sentir e compartilhar o impacto de uma história que pertence a todos nós.

Morar em Amsterdã também é perceber os contrastes da cidade: a beleza dos canais e jardins, o multiculturalismo vibrante e, ao mesmo tempo, o peso de sua história recente. Cada passo pelas ruas pode se transformar em aprendizado. Cada esquina, em reflexão. E a memória de Anne Frank nos lembra da importância da liberdade, da empatia e da responsabilidade que todos carregamos uns pelos outros.

A conexão que sinto com Anne não é apenas literária; é profunda e humana. Ler seu diário aos 13 anos marcou minha vida, e hoje, vivendo na cidade onde ela cresceu e viveu seus últimos momentos de liberdade, essa história se torna viva todos os dias. É um convite para refletir sobre o passado, valorizar o presente e agir com consciência no futuro.

Se você também quiser viver essa experiência, meu e-book “Conhecendo Amsterdã nos Passos de Anne Frank” é um convite para percorrer a cidade de forma significativa, entendendo cada lugar como parte de uma memória coletiva que nos pertence.